Artigo 06v. 1, supl. 1 (2019)p. 25-28
Igualdade substancial em Aristóteles: permissão e adequação de tratamento específico em atenção a traços e circunstâncias peculiarizadoras
Substantial equity in Aristóteles: permission and adequacy of specific treatment in attention to peculiar features and circumstances
- Núbia Bruno da Silva 1
- Wellem Ribeiro da Silva 2
- Taíse Daiana Lopes Lessa 3
- Claudineia Teixeira Lima 4
- 1 Graduada em Direito, Especialista em Direito e Processo do Trabalho e Direito Previdenciário, Mestranda em História Social pela UNIMONTES - PPGH;
- 2 Graduada em Direito, Especialista em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho, Mestranda em Desenvolvimento Social pela UNIMONTES- PPGDS;
- 3 Graduada em Direito, Especialista em Direito Constitucional, Mestranda em Direito Constitucional pela UNIFG – PPGH;
- 4 Acadêmica do Curso de Graduação em Direito da Favenorte-Mato Verde
Resumo
Objetivo: Busca-se, com a presente temática, analisar o direito à igualdade que brota do artigo 5º, caput, da Constituição Federal, e apreendê-lo a partir do preceito da igualdade do filósofo Aristóteles.
Método: Para a persecução dos objetivos do presente trabalho, optou-se pela metodologia de pesquisa bibliográfica e documental.
Resultados: Concretizando uma interpretação sistemática da Carta Magna, chega-se ao arremate de que o constituinte consagrou muito mais do que a mera igualdade absoluta de todos perante a lei, entretanto uma igualdade substancial entre os indivíduos.
Conclusão: Percebe-se em Aristóteles que, para a consecução do tratamento igualitário no estado democrático de direito brasileiro, há que se perceber e analisar uma atual tendência no ordenamento jurídico pátrio, de perseguir a correta efetivação da igualdade, não apenas formal, mas também materialmente, para o pleno gozo e fruição do direito fundamental isonômico, com o fito de oportunizar a todos os cidadãos uma vida digna de acordo com a realidade de toda a coletividade. .
Descritores
- Igualdade
- Igualdade formal
- Igualdade substancial
- Vida digna
Abstract
Objective: The present theme seeks to analyze the right to equality stemming from article 5, caput, of the Federal Constitution, and to apprehend it from the precept of the equality of the philosopher Aristotle.
Method: For the pursuit of the objectives of the present work, the methodology of bibliographic and documentary research was chosen.
Results: By implementing a systematic interpretation of the Magna Carta, one arrives at the conclusion that the constituent consecrated much more than the absolute equality of all before the law, but a substantial equality among individuals.
Conclusion: In Aristotle's view, in order to achieve equal treatment in the democratic state of Brazilian law, it is necessary to perceive and analyze a current tendency in the legal order of the country, to pursue the correct implementation of equality, not only formal, but also materially, for the full enjoyment and enjoyment of the fundamental isonomic right, with the aim of giving all citizens a dignified life in accordance with the reality of the whole community.
Descriptors
- Equality
- Formal equality
- Substantial equality
- Decent life
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